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Conflitos armados geraram unidade na igreja da Ucrânia

Conflitos armados geraram unidade na igreja da Ucrânia

Em meio aos conflitos, desconfiança entre denominações é deixada de lado e cristãos se unem no país

Diferente de em 1990, quando a Cortina de Ferro caiu e surgiram novas igrejas, porém, sem muito espírito de unidade em muitas partes, o conflito atual que assola a Ucrânia, tem intensificado a união entre os cristãos locais.

Mesmo com a dificuldade em se reunirem pessoalmente, os cristãos combinaram de orar todos juntos e consideram a igreja ucraniana, uma igreja de oração. “Nós oramos ao meio-dia com todas as denominações”, disse o pastor Victor Punin, que atua na capital, Kiev.

O pastor Keith Daniel, explicou o significado das palavras “todas as denominações” usadas por seu amigo Victor ao falar sobre os encontros de oração. “Os evangélicos carismáticos eram vistos, em sua maioria, pelos ortodoxos como pessoas com ideias estranhas”, relembra Keith. Ele conta ainda, que havia uma certa também desconfiança entre pentecostais e igrejas carismáticas recém-plantadas, porém, a crise possibilitou a maior mudança nas atitudes dos cristãos.

“Evangélicos sempre foram vistos como uma sombra das igrejas ortodoxas. Mas desde que a guerra começou na região de Donbas, em 2014, eles passaram a se destacar, por estarem muito ativos no auxílio à comunidade. As pessoas começaram a reconhecer que eles eram verdadeiros cristãos. O Senhor está quebrando barreiras denominacionais e isso é uma coisa linda. Agora, há um respeito uns pelos outros. Em nossa cidade, eles têm encontros regulares, comem e oram juntos. Passamos a ver o coração uns dos outros. As diferenças entre as denominações caíram. Todo cristão ora com a mesma atitude”, afirma Victor.

Na caótica circunstância atual, a parte administrativa das igrejas praticamente parou de funcionar, e ficou apenas o corpo relacional. Não é mais possível realizar os cultos dominicais, e nem manter equipes trabalhando nas congregações. Diversos membros optaram por fugir de Kiev ou até mesmo da Ucrânia, mas os que continuaram estão dispostos a se ajudarem.

“Toda manhã, entramos em contato com cada pessoa da igreja, perguntando como está, se está segura, se está tudo bem. Nós focamos em servir e encorajar uns aos outros. Atualmente, onze pessoas estão se abrigando em nossa casa”, contou Victor.

Redação CPAD News/ Com informações Portas Abertas – Foto: reprodução/ Portas Abertas